Arquivo | fevereiro, 2013

Mais um carnaval e dois anos de costura

18 fev
Cortando...

Cortando…

Antes, íamos em turma de amigos, acho que quase chagando nos 30 mais ou menos, talvez mais pra ‘mais’ do que pra ‘menos’, e era pra festar.
Hoje, somos um tanto menos, e na maioria das vezes, vamos pra descansar.
Mas o destino é o mesmo: fazenda.

Faz tempo que carnaval pra mim é sinônimo de ir pra fazenda.

E me lembro exatamente, quando num ano bem calmo, dois carnavais passados, uma casa só de mulheres e um pouco de linha e agulha.
Uma máquina de costura e muito esforço.
Eu era (e ainda sou) recém aprendiz de costureira, um pouco mais recém do que hoje.

Fazia quase dois meses ou nem isso, que tinham me presenteado com uma máquina de costura e finalmente (lentamente) eu começaria a realizar uma vontade que sempre tive: fazer algumas de minhas próprias roupas.

Ainda em aula, depois do primeiro molde traçado, e na sequência, uma semana off devido ao feriado, prometi pra professora que levaria o vestido pronto, pra próxima aula. Ela sorriu pra mim.

O modelo era dos mais básicos, para nem precisar de zíper. Afinal, nunca tinha pregado nenhum…

Não sei o porquê me deu vontade de falar sobre isso. Talvez seja pelo fato de eu, vira e mexe dizer aqui, sobre a tal da costura, mas pouco ter mostrado, até hoje.

Logo, nada melhor do que o primeiro trabalho, para começarmos, sem atropelos! (risos)

Vejam o resultado! Mas sejam cautelosos nas críticas, lembrem-se que foi o primeiro.

Costurando... Com torcida e tudo!

Costurando… Com torcida e tudo!

Provando... Casa de fazenda, estilo de fazenda.

Provando, ainda sem a barra… Casa de fazenda, estilo de fazenda.

Aperfeiçoando... Com um cintinho, talvez?

Aperfeiçoando… Com um cintinho, talvez?

A professora me deu os parabéns! (risos) Mas hoje consigo perceber claramente a bondade dela. (mais risos)

Boa terça! Boa semana, hoje não é segunda mas ainda estamos no comecinho… Beijos, beijos.

Maria F. Mazzer

Frango ao creme de milho e curry

15 fev
Frango ao creme de milho e curry

Frango ao creme de milho e curry

Bom dia, amigos! Como passaram de carnaval? Espero que bem…

Para hoje eu trouxe um prato, que na verdade, pensava que já estivesse aqui no blog há tempos!

Acontece que recebemos uns amigos em casa, preparei, amaram (ufa!) e pediram a receita. Logo disse: está no blog, vejam lá! Mas… Não. Não estava! (risos)

É… A cabeça falha…

Esta é boa para impressionar, já que vai um temperinho bom que poucas pessoas usam, o curry. E o legal é que também é muito boa para quando vamos receber um maior número de pessoas, já que é MUITO facil de fazer.

Curtiu? Mãos a obra!
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Ingredientes (para 4 pessoas):

– 1 kg de filé de frango cortado em pedaços pequenos
– 4 dentes de alho amassados
– 1 colher (sobremesa) de alecrim
– 1 colher (chá) de pimenta calabresa
– Sal a gosto
– Glutamato monossódico (aginomoto) a gosto
– Quanto baste de óleo para dourar

Tempere os pedaços de filé de frango com todos os ingredientes e deixe-os descansar por no mínimo, uma hora.

Depois deste tempo, em uma panela, aqueça o óleo e doure a carne.

Distribua os pedaços em uma travessa que possa ir ao forno. Reserve.

Creme:

– 1 copo de requeijão
– 1 lata de milho (com a água)
– 1 pacote de mistura para creme de cebola
– 1 cebola média
– 1 colher (sobremesa) de curry

Bata todos os ingrediente do creme no liquidificador e espalhe sobre os pedaços de frango, na travessa.

Leve ao forno para gratinar e bom apetite!

Façam! É muito ótimo!

frangoaocurry

Bom para ser servido com arroz branco, palha e salada verde.
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Se um dia existiu vida,
A única certeza que temos
É que um dia ela acabará…

Exceção não há!
Mas como é difícil aceitar…

Aproveite enquanto há tempo, para aproveitar!

Bom e belo final de semana! Beijos, beijos.

Maria F. Mazzer

Amsterdam: sexo, ‘drogas’ e… FEBO

6 fev
The Grasshopper - Coffeeshop

The Grasshopper – Coffeeshop

Nem ‘só’ de belos canais, tulipas, museus, arquitetura encantadora (goticamente romântica) e arte, vive Amsterdam.

Amsterdam também tem sido muito procurada por pessoas interessadas naquele seu outro lado mais descolado, que igualmente a torna famosa: sexo e ‘drogas’. Além da grande tolerância ao homossexualismo.

O sexo lá é levado à sério, como profissão. São muitas vitrines de mulheres, espalhadas pelas ruas do Red Ligth District (Bairro da Luz Vermelha), que atraem todas as noites, desde turistas curiosos, aos realmente interessados pelo ‘produto’. As vitrines, iluminadas (identificadas) com uma luz fluorescente vermelha, são pequenas e cada profissional tem a sua. Dá para notar que é o tamanho suficiente para um quartinho com banheiro no fundo. Para quem vê de fora, tudo se esconde atrás de uma cortina. Cortina fechada, trabalho negociado. Os preços variam entre 30 e 50 euros. Para se oferecerem, as meninas gostam de ficar bem a vontade, com roupas íntimas e não permitem fotos. Para provocar os clientes que passam, elas se insinuam, chegando até a mostrar um poco mais. As ‘negociações’ são normalmente assistidas de longe, por indiscretos. Algumas preferem ficar na calçada, chamando mais atenção ou conversando com a amiga da vitrine ao lado.

Além deste tipo de comércio sexual, é comum ver anúncios de shows de sexo e strip, espalhados pelas ruas. E ainda ligado à este assunto, se você quiser, também pode ter relações com seu próprio parceiro nos parques da cidade, ao ar livre, desde que seja de noite e longe da vista de outros, principalmente das crianças.

‘Drogas’, com ‘aspas’, porque a coisa não é bem assim, como seus pais pensam, né?!? A maconha é liberada, sim, e ponto. O resto, não. Ela está a venda nos famosos coffeeshops, podendo ser comprada a granel ou pronto uso, bolada. São muitos coffeeshops, que atraem todo tipo de gente, afinal, lá não se vende apenas maconha, claro. Mas geralmente também não se vende bebidas alcoólicas. Vendem coisas que cafés vendem, em uma menor proporção, além dos famosos space cakes, que são uns bolinhos, geralmente de chocolate, com maconha na composição.

Um café da manhã no The Bulldog.

Um café da manhã no The Bulldog.

Nos coffeeshops, a maconha é separada por nomes, cada uma tem o seu. Se é verdade que existe cardápio para isso? Sim, é verdade. São diferentes tipos da planta e é muito curioso de ver. Em alguns cafés também vende-se as sementes, para quem se interessa em cultivá-las.

Você compra a maconha, mas não pode sair fumando. Teoricamente pode-se fumar apenas nos coffeeshops, mas dá pra notar pessoas fumando fora deles, principalmente nos parques. Ninguém denuncia, já que portar uma pequena quantidade da erva, para uso próprio, é legal.

É muito difícil, quase impossível, eu diria, você entrar em um coffeeshop e não sentir o aroma de um baseado queimando no ar. Portanto, se você considera isso como algo fora do seu contexto, nem se atreva a visitar. Alguns coffeeshops dispõem de mesas na calçada, como é o caso do The Bullldog, da Praça Leidse, e você nem precisa entrar para ver pessoas queimando ou bolando um, basta apenas passar em frente.

The Bulldog - Praça Leidse

The Bulldog – Praça Leidse

Certo ou errado? Aí vai depender da opinião de cada um. Amsterdam é assim, meio liberal, e se você estiver planejando conhecê-la, deve estar ciente disso. A cidade como um todo é mais despojada, as pessoas (habitantes) aceitam melhor as diferenças, até os anúncios publicitários são voltados para um público mais ‘mente aberta’. Existe sim, uma essência diferente e só estando lá para entender exatamente o que outros tentam explicar.

Também não pensem que é tudo um bando de gente louca, que sai fumando maconha, transando descaradamente, enfim. Eu diria que o que mais impera em Amsterdam é o respeito. Poder, pode, desde que haja respeito. E ele existe. Das três vezes que estive lá, nunca observei um ato de violência e em momento algum me senti desprotegida. Muito pelo contrário, confesso. A cidade é muito segura, que parece funcionar em câmera lenta. Talvez devido ao grande número de bicicletas como principal meio de transporte, aos seus românticos canais, suas construções góticas, suas muitas flores e plantas a venda ou sua fumaça inebriante que paira no ar. É… Talvez devido a tudo isso, em conjunto!

Mas este lado diferente de Amsterdam tem atraído muitos turistas jovens, sem limites, e os casos de overdose e desrespeito à industria do sexo tem acontecido com mais frequência. O governo já se impôs e disse que pretende dar uma trégua à tudo isso, com a intenção de diminuir ou até vetar a comercialização da maconha em algumas cidades dos Países Baixos. Cogitou-se a ideia de que apenas cidadãos neerlandeses, munidos de um ‘seedpass’, poderiam adquirir a droga do ano de 2013 em diante. Algumas cidade aderiram, mas Amsterdam ficou de fora, pelo menos por enquanto.

FEBO

FEBO - comida de parede

FEBO – comida de parede

No título do post, troquei o rock’n roll pelo FEBO e agora explico o que é…

FEBO é uma rede de fast food, muito mais fast do que food, que eu nunca ví em nenhum outro lugar, além de Amsterdam. Resumindo, é uma vitrine de pequenos lanches e salgados, onde você apenas insere umas moedinhas e pronto! A portinha da sua comida escolhida se abre e… Bom apetite!

Aceita-se apenas moedas e a máquina não dá troco. Se você não tiver a quantia necessária para a compra, pode trocar sua nota em uma máquina própria para isto, no mesmo local de autoatendimento.

Quando você menos espera, se depara com um comércio deste e vou te dizer: provou uma vez, vai querer comer sempre que possível. Como um break entre uma refeição e outra, é ideal, porém, nada saudável, já que a maioria das opções são frituras.

FEBO, que pelas minhas pesquisas, só existe em Amsterdam, resta apenas uma explicação: “It is all about laricas” (risos).

Beijos, beijos e boa quarta-feira!

Maria F. Mazzer

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